Cúpula de Líderes sobre o Clima foi aberta nesta quinta-feira , 22, em evento organizado pelo governo dos Estados Unidos
Publicado em:
22 de abril de 2021 às 13:15:18
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A Cúpula de Líderes sobre o Clima foi aberta nesta quinta-feira , 22, em evento organizado pelo governo dos Estados Unidos. O anfitrião é o presidente Joe Biden, que faz a coordenação do evento. O discurso de abertura ficou sob a responsabilidade da vice-presidente Kamala Harris.
Na abertura, Biden prometeu reduzir as emissões de gases do efeito estufa dos EUA em 50% em relação aos níveis de 2005, até 2030 e afirmou que os próximos anos farão parte de uma ‘década decisiva’ para o combate às mudanças climáticas.
Além do norte-americano, outros 39 líderes discursam ao longo do dia. Cada governante tem 3 minutos para falar sobre as metas fixadas pelo seu país. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve se pronunciar às 10h.
A Cúpula
O encontro reúne de forma remota os líderes de 40 nações estratégicas para o combate à crise global das mudanças climáticas, seja por seu pioneirismo em ações de enfrentamento à devastação ambiental, ou por serem grandes emissores de gás carbono.
A Índia, um importante aliado do Brasil e integrante do BRICS, também participou do evento e conta com discurso do primeiro-ministro Narendra Modi.
A expectativa é de que a Cúpula seja um ambiente propício para negociações que garantam o aprofundamento dos compromissos firmados no âmbito do Acordo de Paris, com a revisão das metas estabelecidas até 2030 para controlar o aquecimento global dentro do limite de 1,5ºC.
Discurso de Bolsonaro
Alguns países se anteciparam ao evento e já anunciaram novas metas, como o presidente Jair Bolsonaro, que garantiu em troca de cartas com Joe Biden o compromisso de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.
No entanto, o discurso de Bolsonaro no painel deverá apresentar três novos anúncios que terão o intuito de sinalizar o engajamento do governo brasileiro com a agenda ambiental mundial.
O presidente deve duplicar os recursos de fiscalização em áreas de preservação, antecipar a neutralidade climática de 2060 para 2050 e anunciar uma nova meta de redução do desmatamento ilegal para ser executada ainda em 2021.
O governo brasileiro tem com este evento a oportunidade de reposicionar a sua imagem no campo das relações exteriores e, até mesmo, atrair recursos para o cumprimento dos objetivos estipulados.
O encontro tem um enfoque importante de discussão da capacidade de geração de emprego e renda nos países que adotarem a agenda de ação climática, dentre outros planejamentos que busquem a utilização de tecnologia, o cooperativismo internacional e a criação de benefícios econômicos em favor do combate à devastação ambiental.
A Cúpula, portanto, serve para os países abrirem diversas frentes de atuação no enfrentamento ao desequilíbrio ambiental, ao mesmo tempo em que utilizam o evento para se beneficiar politicamente e economicamente.
O presidente norte-americano, por exemplo, cumpre uma promessa de campanha com a organização deste evento e demarca um espaço importante de reposicionamento dos Estados Unidos nas discussões sobre o clima ao redor do mundo -- depois de caminhar em sentido oposto durante o governo Donald Trump.
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, foi a primeira a discursar no evento. Ela trouxe a mensagem de que é possível alinhar o desenvolvimento econômico e a geração de emprego com a adoção de políticas de transferência das fontes de energia para bases produtivas limpas e renováveis na produção industrial.
A política foi seguida pelo presidente Joe Biden, que garantiu a redução das emissões de gás carbono em 50% nos Estados Unidos até o final da década. Segundo Biden, a medida "coloca o país em um projeto de zero emissão até 2050”.
"A força das nossas economias depende disso. Os países que tomarem a iniciativa agora serão aqueles que terão os benefícios da energia limpa", afirmou Biden. Os mandatários norte-americanos frisaram o remanejamento da matriz energética para fontes limpas e renováveis como o principal mecanismo para criar empregos nesta década.
ONU propõe coalizão global para zerar emissões líquidas
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que o mundo precisa retornar aos níveis de emissões de gás carbono registrados no ano de 2005 para alcançar a subsistência. “Nós precisamos de um planeta verde, mas estamos em alerta vermelho, à beira do abismo. Precisamos agir”, afirmou.
“Precisamos diminuir as emissões de gás para os níveis de 2005. E precisamos nos assegurar de que o próximo passo esteja na direção correta. Líderes em todo mundo devem agir, primeiro fazendo uma coalizão por emissão líquida zero”, disse.
O líder independente também elencou uma série de medidas socioeconômicas que precisam ser adotas para atingir as mudanças necessárias e promover a integração das comunidades na transferência para o modo de produção com energia limpa.
Segundo Guterres, as nações precisam frear o financiamento às indústrias produtoras de carvão para começar a investir em infraestrutura verde.
Para o secretário-geral da ONU, a política de taxação sobre emissão de carbono deve ser adotada em todos os países, em linha com o projeto de coalizão global idealizado pela organização para zerar as emissões líquidas.
As Nações Unidas defendem que bancos privados atuem ao lado dos governos como investidores em projetos de inovação que levem à transferência para bases de energia limpa e renovável.
Fonte-CNN Brasil

















