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A vida calculada em % vivida - Tatiana Munhoz

Publicado em:
26 de abril de 2020 18:00:56
A vida calculada em % vivida - Tatiana Munhoz
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Há um bom tempo, sigo um canal do YouTube chamado NasDaily. O autor dos vídeos prepara conteúdos diários, de apenas um minuto, mostrando ideias e atitudes transformadoras em comunidades ao redor do mundo. Geralmente ele usa uma camiseta preta, contendo um número e o símbolo de % que corresponde ao número porcentual de sua existência até o momento, baseado na data de seu nascimento, sexo, país residente e expectativa de vida.

Essa imagem me chamou a atenção, pois calculando a “minha porcentagem” observei que já vivi mais da metade do que se é esperado. Em uma outra análise, verifiquei que mais de 7 bilhões de pessoas vivem em nosso planeta e que a humanidade ocupa apenas 0,01 da porcentagem de seres vivos, aproximadamente. Cerca de 82% seriam plantas, o que significa que existem 7,500 plantas para cada ser humano, de acordo com o National Academy of Sciences.

Apesar de nossa espécie não apresentar um número representativo, causamos a perda de 83% dos animais silvestres e extinguimos quase metade das plantas.

Todos nós temos um número determinado para viver. Não sabemos quantos dias viveremos, quantas respirações iremos ter ou quantas chances de ver o nascer e o pôr do sol seremos agraciados. Infelizmente, é diante de uma fatalidade que nos lembramos o quanto limitados somos.

Na realidade, tudo o que precisamos são elementos simples: água, comida e abrigo. A crise do coronavírus têm mostrado dois lados: o da coexistência  e o da falsa e breve autonomia humana, de pessoas e políticos que se utilizam da situação para se auto favorecer, esquecendo-se que certas coisas da vida não são manipuladas, dentre elas a vulnerabilidade dos dias.

Alguns especialistas do setor da saúde afirmam que a Covid-19 é uma das maiores ameaças desde a segunda guerra mundial. Só uma particularidade: a guerra tratou-se de evento ocasional e pontual.  Já o crescimento acelerado de doenças virais como Dengue, Ebola, Sars, H1N1 e Zika são advertências de observações e relatórios desde décadas atrás.

Reorganizar a sociedade nesses últimos meses, editar um novo linguajar de medidas de precaução, promover o distanciamento social, reforçar hábitos de higiene e segurança não parecem ser tão custosos, quanto converter intenções internas e pessoais. A falsa promoção da afirmação dos seres humanos inventando informações, escalonando o grau de sofrimento e, até mesmo, servindo-se da crise como beneficiado, é um risco sistêmico audaz e temerário, que sem ou com Coronavírus, precisa ser extinguido antes que cause um impacto ainda maior no futuro da sociedade.

A viabilidade do mundo transfigura-se para melhor, posteriormente a crise, ainda está em jogo.  Será que aquela “sociedade do politicamente correto” que já estava adulterada, alterada e ludibriada pode reabilitar-se?  O crédito ofertado dirige-se para o ser humano, como ser específico, exclusivo e ímpar, que, independente das circunstâncias, dispõe de oportunidades de escolher suas ações e responder pelas mesmas.  Equivale-se a um procedimento de salubridade da sociedade, pessoa por pessoa, caráter por caráter, consciência por consciência.

Aprecie o quanto de vida ainda lhe resta, de tal modo que a proporção restante seja favorável à vivida atual.

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