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7 de cada 10 brasileiros de 15 anos não sabem matemática, leitura e ciência - EDITORIAL

Publicado em:
9 de dezembro de 2023 12:30:00
7 de cada 10 brasileiros de 15 anos não sabem matemática, leitura e ciência - EDITORIAL
Divulgação
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Próximo ao encerramento de mais um ano letivo, a notícia divulgada pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) na terça-feira, 5 de dezembro, mostra que a Educação no Brasil não evoluiu. É verdade que também não decaiu.

O problema é que se manteve em nível extremamente baixo em matemática, leitura e ciências, áreas avaliadas pelo programa.

Segundo o resultado, 7 de cada 10 brasileiros de 15 anos não sabem resolver questões simples de matemática, nem converter moedas ou comparar distâncias. Além disso, menos de 50% dos alunos conseguiram nível mínimo de aprendizado em matemática e ciências. O exame é aplicado a cada três anos.

Em 2022 (ano da avaliação divulgada esta semana), o país alcançou 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Já em 2018, ano em que foi feita a avaliação anterior, o desempenho foi 384 pontos em matemática, 413 em leitura e 404 em ciências.

Com os resultados de 2022, o Brasil continua no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas: 472 pontos em matemática, 476 em leitura e 485 em ciências.

Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em ciências, por exemplo, o Brasil está com pelo menos quatro anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

No ranking, ficou no 64º lugar entre as notas em matemática, 53º em leitura e 61º em ciências, atrás de outros latino-americanos, como o Chile, Uruguai, México e a Costa Rica.

Apenas 1% dos estudantes no país conseguiram os níveis 5 ou 6, considerados os mais altos, quando os alunos resolvem problemas complexos, comparam e avaliam estratégias. A média da OCDE é 9%.

A realidade é bastante preocupante e os desafios para a melhoria na qualidade do ensino no País são gigantes. Para ocorrer ela tem que vencer barreiras como a desigualdade educacional; levar melhorias na infraestrutura escolar; possibilitar a formação e valorização de professores; atualizar o currículo; promover dignamente a inclusão e a diversidade; interagir com a comunidade; promover políticas públicas sustentáveis, e, o mais importante: acabar com a corrupção e o desvio de verbas que tanto atrasam a vida da população. Sem colocar um fim neste último item, nunca irá sobrar dinheiro para colocar em prática outras ações!

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