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2ª fase do Open Banking começa nesta sexta-feira, 13; saiba o que muda
Publicado em:
13 de agosto de 2021 às 12:51:04
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Começa nesta sexta-feira, 13 a segunda fase do Open Banking. Prevista inicialmente para 15 de julho, a nova fase, segundo o Banco Central, tem como principal premissa o aumento da segurança e da proteção dos dados dos clientes.
À época, segundo o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, o público-alvo eram "as próprias instituições financeiras ou de pagamento, desenvolvedores, fintechs e acadêmicos". Nela, os dados dos clientes não foram compartilhados, apenas os canais de atendimento, localização de agências, caixas eletrônicos e produtos e serviços oferecidos por cada instituição se tornaram públicos.
A segunda fase promete dar aos clientes a possibilidade de autorizar o compartilhamento de seus cadastros e de informações sobre suas transações financeiras relacionadas a contas, cartão de crédito e operações de crédito com outras instituições.
Segundo Leonardo Medeiros, head de Open Banking & Open APIs na XP Investimentos, a principal diferença entre é que a primeira fase compartilhou dados públicos, enquanto a segunda é focada em dados privados.
"A primeira fase tem mais a ver com o compartilhamento de dados das próprias instituições participantes, com relação a dados sobre elas. São informações já públicas, mas que são difíceis de achar via site, e todas as instituições participaram de forma obrigatória", disse.
"Para a fase dois, que já impacta mais o mercado, é justamente o compartilhamento de dados privados dos clientes com o consentimento deles, com dados cadastrais, como documentos, filiação, telefone, e informações de conta-corrente, poupança, cartão, entre outros. Acreditamos que essa segunda fase vai ter mais impacto", afirma.
Mas o que isso quer dizer na prática?
O Open Banking, em sua segunda fase, tira a exclusividade do banco do correntista de fazer ofertas financeiras, como taxas de juros mais baixas para empréstimos, dando às outras instituições a mesma oportunidade. Se antes uma pessoa tinha conta no Itaú, por exemplo, era ali que ficavam todos os dados dela, como histórico de pagamentos, crédito e extrato, entre outros. Com o sistema aberto, todos os bancos passam a ter as mesmas informações sobre um indivíduo, sem que ele seja cadastrado em todas as instituições financeiras do país. "Todo aquele histórico financeiro que você criou com o seu banco, você consegue compartilhar com outras instituições financeiras. Um dos maiores exemplos é quando você faz um novo cartão de crédito que te oferece um limite mais baixo do que a do seu primeiro banco. Com o Open Banking, isso se torna mais assertivo", diz Gustavo Bresler, gerente de estratégia da Quanto, plataforma de Open Banking. Dessa forma, todos os dados dos usuários — se o compartilhamento for permitido — serão disponibilizados para os bancos usando a interface de programação de aplicações (ou API, na sigla em inglês). Até o final do ano serão implementadas as outras duas fases do open banking. A autorização para o compartilhamento poderá ser cancelada a qualquer momento. De acordo com o BC, isso permitirá que cada cliente receba uma oferta de produtos mais adequada a seu perfil, bem como o aconselhamento financeiro com soluções personalizadas.O que acontece nas outras fases?
No dia 30 de agosto deve ser iniciada a fase três, na qual os consumidores poderão acessar os serviços de pagamento fora do ambiente do banco, podendo solicitar empréstimos fora do aplicativo do banco, e compartilhando o histórico de informações financeiras. Em dezembro, a quarta e última etapa do Open Banking será implementada, ampliando o conceito para o Open Finance, tornando-se possível compartilhar dados como operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.bottom of page


















