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“É como se afogar", relata pessoa infectada pelo hantavírus

Publicado em:
5 de maio de 2026 às 21:10:00
“É como se afogar", relata pessoa infectada pelo hantavírus
Divulgação
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Casos suspeitos e confirmados no Atlântico iniciam um alerta no mundo todo sobre infecção rara, de evolução rápida e alto índice de mortalidade

O que parecia ser apenas uma gripe comum quase custou a vida de Jordan Herbst, então com 14 anos. Após alguns dias de dores no corpo e calafrios, o quadro evoluiu de forma inesperada. As informações são do New York Times.

Atendido inicialmente na cidade de Bishop, na Califórnia, ele recebeu a suspeita de pneumonia. No entanto, a respiração piorou rapidamente e seus pulmões começaram a falhar. O adolescente precisou ser transferido de helicóptero para um hospital maior, onde foi conectado a uma máquina que assumia as funções do coração e dos pulmões.

O diagnóstico foi hantavírus, uma infecção rara, mas potencialmente fatal. A doença voltou ao centro das atenções após a Organização Mundial da Saúde confirmar um caso e investigar outros cinco suspeitos entre passageiros de um cruzeiro no Oceano Atlântico. Três dessas pessoas morreram.

Ainda não está claro como ocorreu a contaminação no navio. Em geral, o vírus é transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores.

É a forma mais comum de infecção. Em alguns casos raros, pode haver transmissão entre pessoas após contato próximo e prolongado.

Desde o início do monitoramento, em 1993, os Estados Unidos registraram 890 casos da doença, a maioria na região oeste do país. Cerca de 35% das infecções foram fatais.

Os sintomas iniciais do hantavírus podem enganar

É muito fácil confundir com outras infecções viraisCharles Van Hook, médico

Febre, calafrios, dores musculares, dor de cabeça e problemas gastrointestinais costumam surgir entre uma e seis semanas após a exposição.

Mas, em muitos casos, a evolução é rápida e grave. O vírus atinge os vasos sanguíneos, provocando vazamento de líquido para os pulmões.

Os pulmões se tornam, essencialmente, uma esponja completamente encharcadaMartha Blum, médica

Com o agravamento, os pacientes passam a sentir aperto no peito e dificuldade intensa para respirar. A pressão arterial cai, o coração acelera, mas perde eficiência.

Nesse estágio, o organismo começa a entrar em colapsoCharles Van Hook, médico

Sem tratamento específico, os médicos recorrem a suporte intensivo.

A ideia é ajudar o paciente a ‘surfar’ a onda da infecção até que o corpo consiga reagirMartha Blum, médica

A rapidez no atendimento pode ser decisiva. Sem intervenção adequada, a fase mais crítica pode levar à morte em até 48 horas.

Foi o que quase aconteceu com Kristine Musson, de 37 anos, que contraiu o vírus em 2023.

Eu comecei a pensar no piorKristine Musson

Na época, ela tinha uma filha de apenas cinco meses.

Segundo os médicos, se a paciente tivesse chegado ao hospital apenas uma hora depois, dificilmente teria sobrevivido.

Mesmo entre os sobreviventes, as sequelas podem persistir.

Às vezes, a recuperação nunca é completa. Há pacientes que não conseguem retomar seus níveis anteriores de força ou até mesmo de cognição.Charles Van Hook, médic

Herbst conhece bem esse processo. Ele passou seis dias em coma induzido. Após deixar o hospital, não conseguia caminhar mais do que poucos metros sem precisar parar. Em vez de iniciar o ensino médio, passou mais de um ano e meio em casa.

Foi um processo longo para voltar ao normal

Fonte: ig
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