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Violência nas escolas têm marcado retorno às aulas presenciais

Publicado em:
8 de abril de 2022 às 15:56:06
Violência nas escolas têm marcado retorno às aulas presenciais
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Em especial o mês de março foi marcado pela violência nas escolas públicas e particulares, desde que as aulas presenciais retornaram com a flexibilização das regras sanitárias e de combate à Covid-19. Por várias regiões do País, incidentes envolvendo alunos de diversas faixas etárias, como também professores e funcionários, foram registrados dentro e fora dos muros escolares. As ocorrências envolvem ataques com armas, facas e agressão física como socos, pontapés e puxão de cabelo, além ofensas verbais.

Boa parte da população mais jovem passou quase todo o período da pandemia dentro de casa, com contatos restritos às redes sociais e à vida online, provocando um distanciamento físico que desencadeou inúmeros problemas, inclusive mental. É certo que considerável parcela de jovens passou a conviver com uma situação que desconhecia, embora continuasse a morar na mesma casa, com as mesmas pessoas. E, essa convivência forçada e em maior tempo revelou realidades perturbadoras. O relacionamento familiar foi abalado e a violência se fez presente em muitos lares. Por isso, muito se discute o quanto esse distanciamento físico impactou o aprendizado e as habilidades sociais dos jovens.

É confirmado por especialistas que crianças e adolescentes tiveram uma piora do seu estado emocional com maior irritabilidade, tristeza, ansiedade e estresse. Como consequência, menor tolerância à frustração e mais impaciência, hostilidade e agressividade. O risco de conflitos e desentendimentos com certeza aumentou.

A série de incidentes acendeu uma luz sobre a importância de discutir limites, respeito, ética e saúde mental nesse momento de intensificação das interações sociais, após dois anos do início da pandemia.

Araçariguama

Brigas na saída da escola, ou até mesmo durante o intervalo, sempre ocorreram na grande maioria das cidades. Mas, a intensidade com que os fatos vêm se repetindo mostra que houve uma piora. Só nesta semana foram três casos em Araçariguama.

Em um deles, um jovem chegou a ficar desacordado após ser atingido na cabeça. Cenas gravadas por estudantes, mostram o momento em que ele tenta ser reanimado por alguns colegas.

Em outro caso, duas meninas se enfrentaram no meio da rua. Uma delas foi jogada ao chão na frente de um carro. A movimentação de jovens que acompanhavam o incidente, chegou a interromper o trânsito de veículos. A situação só foi normalizada com a chegada da Guarda Civil Municipal.

A reportagem conversou com a GCM que informou a presença diária de uma equipe no horário de saída das escolas. Como é grande o número de alunos que seguem caminhos diferentes, fica difícil saber o local e o momento em que vai haver confusão. “Muitas vezes isso não ocorre na frente do prédio escolar. A equipe se desloca imediatamente assim que é acionada ou percebe alguma coisa”. A GCM informou que está agendando uma reunião com a Polícia Militar, diretores de escola e Conselho Tutelar para tratar do assunto.

 
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