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Transplante esperança! - Ana Rafaela

Publicado em:
30 de setembro de 2019 13:43:06
Atualizado em:
30 de novembro de 2022 17:58:17
Transplante esperança! - Ana Rafaela
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Atualmente, milhares de pessoas, entre crianças e adultos, esperam por doadores compatíveis para o transplante de órgãos. Infelizmente, muitas destas morrem esperando. Por isso, o dia 27 de setembro foi escolhido para a celebração do Dia Nacional de Doação de Órgãos, com o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre a importância de ser um doador e sobre as milhares de pessoas que estão nas filas de espera no país todo. Enquanto esperam, essas pessoas lutam diariamente pela sobrevivência e pela oportunidade de um dia salvarem suas vidas, lutam pela oportunidade de recomeçarem, de viverem e aproveitarem suas vidas como pessoas normais e saldáveis. No estado de São Paulo há o movimento “Setembro Verde”, instituído pela Lei nº 15.463 de 18 de junho de 2014, que dedica um mês inteiro para campanhas de conscientização em favor da doação de órgãos. O movimento é simbolizado pelo laço verde. Só no primeiro trimestre deste ano, havia um total de 33.984 pessoas nas filas de espera, sendo que, no mesmo período analisado, 7.974 dessas pessoas haviam sido recém-adicionadas à lista e 806 vieram a óbito enquanto aguardavam o transplante. O Brasil é o segundo país com maior número de transplantes realizados atualmente. Mas apesar disso, o tema “doação de órgãos” ainda é muito polêmico e de difícil compreensão, o que prejudica e diminui as doações. Para ser um doador, o paciente precisa ser diagnosticado com morte cerebral (ou encefálica) e a doação deve ser autorizada pelos familiares, por mais que o próprio paciente em vida declarasse o desejo de ser doador. Daí então a importância da conversa sobre o assunto com a família, pois o nosso país apresenta a maior taxa de não autorização familiar, que é de 43% dos casos, sendo muito superior à média mundial (25%). A partir dos seis meses de vida já se pode ser doador, não havendo limite de idade. De acordo com o Ministério da Saúde, de um doador não-vivo é possível obter rins, coração, pulmão, fígado e intestino, além dos tecidos córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias. Há ainda a possibilidade de doação de órgão em vida! Para tanto, é necessário que o doador seja maior de idade e capaz juridicamente para doar órgãos a seus familiares. No caso de doador vivo não aparentado, é exigida autorização judicial prévia. O paciente passa por uma avaliação médica, na qual deverá ser avaliada a história clínica da pessoa e as doenças prévias. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. No caso de doador vivo, pode-se doar um dos rins, parte do fígado, parte dos pulmões e parte da medula, com tanto que os órgãos estejam saudáveis e não façam falta ao doador. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Dê vida a quem tem esperança. Seja um doador de órgãos!
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