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Roberto Dias deixa a delegacia em Brasília após pagar fiança

Publicado em:
8 de julho de 2021 13:25:49
Atualizado em:
30 de novembro de 2022 17:55:35
Roberto Dias deixa a delegacia em Brasília após pagar fiança
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O ex-diretor do Ministério da Saúde, Roberto Dias, preso por decisão da CPI da Pandemia, pagou fiança no valor de R$ 1.100 e foi liberado pela Polícia Legislativa por volta das 23h desta quarta-feira (7). Dias prestou depoimento por mais de cinco horas na delegacia do Senado e agora responderá ao processo em liberdade. A prisão foi pedida pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), que acusou o depoente de mentir durante a sessão. A ordem foi dada após áudios do celular de Luiz Paulo Dominghetti serem revelados pela CNN e colocarem em xeque a versão de Roberto Dias, de que foi acidental o encontro em que Dominghetti afirma ter recebido um pedido de propina. A defesa de Roberto Dias pretende apelar ainda para um aspecto técnico, usando um trecho do regimento do Senado que proíbe o funcionamento simultâneo de comissões com a votação no plenário da Casa. Como a chamada "ordem do dia" já tinha sido iniciada, os advogados vão argumentar que o ato que mandou prender o ex-diretor seria nulo.

Áudios

A sequência de fatos que levou à prisão de Roberto Dias foi pautada por áudios, divulgados pela CNN Brasil. Gravações colocaram em xeque versões dadas por Dias à CPI, como a que ele alegou que seu encontro com Dominghetti em um restaurante em Brasília foi acidental. Na noite do dia 26 de fevereiro, Luis Paulo Dominghetti, o policial militar de Minas que virou atravessador de vacinas, procurou o coronel Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde, manifestando preocupação com o andamento da negociação. Naquele dia, Dominghetti havia estado com o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, e havia saído de lá manifestando, também em mensagens a aliados, entusiasmo. Por volta das 19h20, Dominguetti envia um áudio ao coronel Blanco --homem que, segundo ele, teria presenciado o pedido de propina de Dias à Davati. "Comandante, tudo bem? Eu preciso que o Dias ligue para o CEO, presidente da Davati. Porque nós vamos tomar bomba. Nós estamos tão perto, nós vamos tomar bomba." Áudios trocados entre representantes da Davati Medical Supply também mostram que as negociações com o então diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, ocorriam desde o início de fevereiro e que havia pedido para que ocorresse um encontro em Brasília.

      Fonte-CNN BRASIL
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