Pandemia de coronavírus completa um ano e contabiliza mais de 2,6 milhões de mortes
Publicado em:
11 de março de 2021 às 19:57:43
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Ontem, dia 11 de março, completou um ano da pandemia provocada pelo novo coronavirus. Naquele 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a covid-19 como pandemia, preocupada com os “níveis alarmantes de propagação” do vírus e mortes. Depois de meses de caos e esforços, os países se organizaram para enfrentar a doença, mas a resposta continua desigual de acordo com as regiões.
Até o momento, o vírus matou pelo menos 2.613.983 pessoas em todo planeta, e mais de 117,6 milhões de casos foram registrados, segundo um balanço da AFP (Associeted France Press).
País mais afetado com mais de meio milhão de mortos, os Estados Unidos é também o que mais investe na busca de soluções, entre elas a vacinação. Na quarta-feira, 10, foi aprovado um plano de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão, uma “vitória histórica” para o presidente Joe Biden e uma esperança para a população. Alguns esforços estão dando resultado, tanto que o número diário de mortos caiu para 1.600 em média durante a semana passada, contra 2.000 nas semanas anteriores.
No Brasil a situação é muito mais complicada. Na quarta-feira, o país bateu mais uma vez o recorde de mortes em 24 horas (2.286). E a vacinação caminha a passos lentos. O sistema de saúde em muitas regiões está à beira do colapso, e, o número de mortes ultrapassa os 276 mil. Uma nova variante da doença está se mostrando muito mais agressiva.
Em um ano, a pandemia também provocou o retrocesso de todos os indicadores que medem o desenvolvimento de crianças e adolescentes no mundo, adverte o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Aumentou o número de crianças com fome, isoladas, abusadas, ansiosas, que vivem na pobreza e são forçadas a se casar.
Ainda segundo a UNICE, o acesso à educação, socialização e serviços essenciais, incluindo saúde, nutrição e proteção diminuiu. Os sinais de que as crianças carregarão as cicatrizes da pandemia nos próximos anos são inconfundíveis, disse a organização. E acrescenta: Entre seis e sete milhões a mais de crianças podem ter sofrido desnutrição em 2020, um aumento de 14% que pode ser traduzido em mais de 10.000 mortes adicionais por mês, principalmente na África Subsaariana e no sul da Ásia.
Além disso, o coronavírus também provocou a suspensão das campanhas de vacinação contra outras doenças, como o sarampo, em 26 países, o que aumenta as ameaças à saúde dos não imunizados.
Na Europa, persistem vários pontos preocupantes, como a região de Tirol na Áustria, Nice e Moselle na França, Bolzano na Itália, e áreas da Baviera e Saxônia na Alemanha.
A França vai transferir os pacientes de algumas regiões para aliviar os hospitais que estão lotados, sobretudo na região de Paris.
A Polônia também está preocupada com um novo recorde de contágios que as autoridades atribuem ao “relaxamento crescente” da população e à propagação da variante inglesa.
Na Itália, a expectativa de vida caiu quase um ano, para 82,3 anos, devido à pandemia, de acordo com as estatísticas oficiais.
Um estudo publicado na quarta-feira calcula que a variante britânica é 64% mais mortal.
Para cada 1.000 casos detectados, a variante britânica provoca 4,1 mortes, contra 2,5 do coronavírus original, concluíram os autores do estudo publicado na revista médica BMJ.
Enfim, em 1 ano de pandemia, o Mundo ainda registra baixas altíssimas.
As informações são da revista Exame.

















