Isso se chama empatia! - Ana Rafaela
Publicado em:
20 de maio de 2019 às 14:56:20
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No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Com essa importante conquista, a data passou a ser símbolo da luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito, e foi escolhida como o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia.
O assunto ainda causa muita discordância no Brasil, mas é extremamente importante. Em mais de 70 países, a prática homossexual é considerada um crime, e, em oito deles, a punição para quem se relaciona com alguém do mesmo sexo é a morte. Apesar do Brasil não se encontrar nessa lista, o país com a maior quantidade de registros de crimes homofóbicos do mundo é o nosso, seguido por México e Estados Unidos.
E os números são preocupantes: 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 em razão de orientação sexual ou identidade de gênero, cerca de 650 assassinatos homofóbicos ou transfóbicos em 2012 e 2013, 343 mortes em 2016, 445 em 2017 e 420 em 2018.
O Brasil é o país onde mais se matam travestis e transexuais, contabilizando metade do total de homicídios de transexuais do mundo, de acordo com o relatório de diversas agências internacionais como a Transgender Europe e Trans Respect Versus Transphobia Worldwide.
A homofobia é um comportamento discriminatório e que viola o Direito Humano de liberdade de expressão. Em muitas sociedades o preconceito impede homossexuais de exercerem a sua cidadania ou de viver em segurança. Muitos são constantemente ameaçados com insultos ou agressões físicas, que em vários casos terminam em morte.
Por essa razão, a criminalização da homofobia, que ainda não existe em nosso país, não se trata de privilégios, mas de igual proteção penal. Essas pessoas não pedem nada além do básico: respeito, segurança e o direito de viver em sociedade como qualquer outra pessoa.
“Vergonhoso é o preconceito. Feio é a intolerância. Anormal é a falta de sensibilidade e compreensão. Enquanto a sociedade insistir em julgar os tipos de relações amorosas e de gêneros sexuais, não podemos nos considerar num mundo evoluído.” (Fernanda Fernandez).

















