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Hábitos destrutivos - Tatiana Munhoz

Publicado em:
15 de março de 2020 18:00:44
Atualizado em:
30 de novembro de 2022 17:55:15
Hábitos destrutivos - Tatiana Munhoz
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Você já parou um tempinho para assistir a um programa da tv por assinatura chamado “quilos mortais”? Meus filhos sempre me perguntam o “porque” sou tão interessada nesses episódios.

O que realmente me intriga é que, se você analisar os hábitos destrutivos, nesse caso  o comer em excesso, como tantos outros, estão vinculados a experiências negativas do passado que, de algum modo, foram armazenadas no nosso cérebro e desencadearam uma série de comportamentos que, naquela época, trouxeram uma espécie de conforto, independente se foram bons ou maus.

Hábitos são atitudes que desenvolvemos ao longo do dia, dos anos, com ou sem muito esforço. Eles já estão integrados em nós e com apenas um curto período de prática e repetição, já conseguem definir quem somos.

Nessa semana ouvi uma frase interessante da Dra. Rosana Alves, neurocientista: “ Os dias não passam tão rápidos assim.  Nós que vivemos as mesmas coisas. Não somos criativos”.  É verdade. Geralmente vamos ao mesmo supermercado, compramos as mesmas coisas, escutamos o mesmo tipo de música, dirigimos pelo mesmo caminho e, muitas vezes, não nos permitimos mudar a rotina, o que realmente torna-se maçante e entediante.

Já dizia Aristóteles: “ Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.  Precisamos identificar qual comportamento está sendo benéfico ou destrutivo.  Em nenhuma atitude, independente das condições externas, a auto destruição é justificável.  O primeiro passo para que haja uma mudança comportamental é entender qual situação, causa ou sentimento nos remete a apoiarmos em algo que não é bom para nós .

Situações e eventos sempre acontecerão, gostemos ou não. Devemos ser persistentes para combater a causa que nos gera essa compulsão que,  na realidade, só continua nos destruindo.  Reconhecer o mau hábito que não resolve o problema, muito menos traz recompensas construtivas, é a chave para quebra de um ciclo vicioso para uma liberdade jamais experimentada.

Se no meio do processo você dar “ aquela escorregadinha relapsa” não pressione ou julgue você duramente. Lembre-se: a estrutura da construção dos hábitos é a mesma, sejam bons ou maus. Primeiro tem que existir uma motivação. Tendo isso, vem o comportamento repetitivo que gera  uma recompensa.

Opte por aquilo que, na sua racionalidade, você sabe o que é certo. Para que quando a emoção vier, a racionalidade te segure. Que essa recompensa seja o seu equilíbrio, sua saúde e sua auto estima. Insista em você. Permita-se viver algo que você ainda não sabe o resultado. Tente!

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