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EDITORIAL - 16/09/2022

Publicado em:
17 de setembro de 2022 23:02:00
Atualizado em:
30 de novembro de 2022 17:58:39
EDITORIAL - 16/09/2022
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  Exatamente às 14h04min da quarta-feira, 14 de setembro, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo atingiu a marca de R$ 2 trilhões correspondentes ao montante de impostos pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estaduais e municipais desde o início do ano. Entram também nesse total, taxas e contribuições incluindo as multas, juros e a correção monetária sobre encargos públicos. É uma imensidão de dinheiro que foi e continua saindo do bolso do contribuinte todos os dias em pequenas quantias. No ano passado essa mesma marca foi alcançada no dia 13 de outubro, ou seja, com quase um mês de diferença. Segundo economistas, essa antecipação do montante está relacionada ao aumento dos preços e à melhora do nível de atividade econômica nos últimos doze meses. Quer dizer, quanto mais se consome e se produz, mais imposto se paga! Em abril de 2022, a plataforma CupomVálido publicou um levantamento sobre a carga tributária em diferentes países, com base em dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) referentes a 2021. Nele, o Brasil aparece como o segundo país que mais cobra impostos das empresas, com uma carga tributária de 34%. O levantamento apresenta dados sobre 111 países. O campeão em impostos para empresas é Malta, com uma carga apenas 1 ponto percentual acima da brasileira: 35%. Alguns dos nossos vizinhos latino-americanos também aparecem na parte de cima do ranking, a exemplo de Argentina, Colômbia e Costa Rica, todos com 30% de alíquota para as empresas. Por outro lado, países desenvolvidos aparecem com cargas tributárias bem inferiores. O Reino Unido, por exemplo, cobra alíquota de 19% e os Estados Unidos cobram alíquota de 25%. Além disso, 93 países têm carga tributária inferior a 30% para empresas. Com uma arrecadação tão expressiva, bem que o País, Estados e Municípios poderiam oferecer serviços públicos de melhor qualidade para quem tanto necessita e desenvolver uma política de retorno muito mais justa para todos. Mas, a realidade que se vê é bem diferente, embora a União tenha sido bastante presente em atender famílias em grave situação social com os auxílios emergências em razão da pandemia. Ainda assim, o que se nota na grande maioria das vezes, é que o gestor público deve tratar com mais carinho e responsabilidade o dinheiro que o cidadão paga através de impostos e tributos. O retorno positivo tem que ser para todos! É uma imensidão de dinheiro que foi e continua saindo do bolso do contribuinte todos os dias  
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