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Administrador é condenado a 14 anos de prisão por assassinato de jovem a facadas dentro de apartamento em São Paulo

Publicado em:
17 de outubro de 2022 20:31:37
Administrador é condenado a 14 anos de prisão por assassinato de jovem a facadas dentro de apartamento em São Paulo
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Empresário é condenado a 14 anos de prisão por matar colega em São Paulo

Empresário é condenado a 14 anos de prisão por matar colega em São Paulo

O administrador de empresas Cristiano Luis Piantela, de Ribeirão Preto, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato a facadas do gerente de eventos Renan Túbero, de 26 anos, dentro de um apartamento na zona Oeste de São Paulo em dezembro de 2015.

A condenação foi determinada após mais de 12 horas de um Tribunal do Júri iniciado na quinta-feira (13) e concluído na madrugada desta sexta-feira (14), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, sete anos após o crime.

Renan Túbero (à esq.) e Cristiano Luiz Piantela — Foto: Reprodução/EPTV

Renan Túbero (à esq.) e Cristiano Luiz Piantela — Foto: Reprodução/EPTV

Piantela foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima.

A sentença determinou reclusão em regime inicial fechado, mas o réu poderá recorrer em liberdade. Isso porque, segundo o juiz Fernando de Lima Luiz, o acusado permaneceu livre enquanto respondeu ao processo e obteve liberdade provisória quando o Superior Tribunal de Justiça não encontrou requisitos para manter a prisão preventiva dele.

Advogado de defesa de Piantela, Rafael Leite Mentoni Pacheco disse entender que a decisão final dos jurados foi contrária à prova dos autos e que vai recorrer da sentença. Além de negar a autoria do crime, ele questionou as duas qualificadoras da condenação.

O crime

O assassinato ocorreu na manhã do dia 13 de dezembro de 2015 em um apartamento na Rua Joaquim Antunes, em Pinheiros. À época, Piantela foi preso em flagrante e afirmou em depoimento à polícia que cometeu o crime por ciúmes. No entanto, ele foi solto dois dias depois.

Segundo a Polícia Civil, o réu se hospedou no apartamento da vítima por dois dias. Ele afirmou à polícia que havia consumido drogas sintéticas em uma balada, na madrugada do dia do crime.

Imagens do circuito interno de segurança foram analisadas pelos policiais do 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde o crime foi investigado. De acordo com os vídeos, a vítima deixou o imóvel às 7h27 e retornou às 7h47. O crime teria ocorrido antes das 8h.

O administrador tentou negar o crime, mas, ao ser confrontado com os horários das câmeras de segurança, confessou que esfaqueou o jovem depois de uma briga, de acordo com o boletim de ocorrência do caso.

Discussão

O acusado disse que saiu com um grupo de amigos e, quando retornou, às 7h15, Túbero não estava no apartamento. Quando a vítima chegou, os dois iniciaram uma discussão por ciúmes.

Segundo o depoimento à polícia, Túbero teria saído com o namorado de Cristiano, que contou que pegou uma faca e golpeou o gerente de eventos no peito. Após ver o que tinha feito, o administrador tentou reanimá-lo, mas sem sucesso.

O cozinheiro com quem Túbero dividia o apartamento afirmou que trabalhou até as 2h em um restaurante e quando chegou foi dormir e que não teria presenciado o crime. Ele disse também que foi acordado por Piantela e notou um comportamento estranho, quando encontrou o colega morto.

Renan Túbero, de São Simão, em foto do perfil no Facebook — Foto: Reprodução/Facebook

Renan Túbero, de São Simão, em foto do perfil no Facebook — Foto: Reprodução/Facebook

O júri

O júri teve início por volta das 14h de quinta-feira e foi concluído por volta das 2h20 da sexta-feira. Ao todo, foram ouvidas sete testemunhas, sendo cinco de acusação e duas de defesa, antes do interrogatório do réu.

Segundo a advogada Rejanne Mizrahi Dentes, assistente de acusação, a defesa alegou que o acusado foi coagido a confessar o crime na delegacia, na época dos fatos, mas isso foi afastado pela Promotoria.

"Não existe um e-mail, uma reclamação, nada na Corregedoria, e todos os depoimentos das nossas testemunhas de acusação eram absolutamente contrários a uma suposta acuação. E com isso, como houve uma confissão inicial na delegacia quando da prisão em flagrante, a gente conseguiu desconstruir essa frágil tese da defesa e obtivemos a condenação", afirma.

Por outro lado, o advogado de defesa, Rafael Leite Mentoni Pacheco, reforça que a condenação se deu mediante falta de provas de autoria por parte do réu.

"Ele foi condenado com duas qualificadoras, por motivo torpe (ciúmes), mesmo sem sequer ter sido identificado quem seria o suposto namorado que teria causado a briga entre o réu e a vítima. Além da condenação por impossibilidade de defesa da vítima, mesmo a acusação dizendo que a vítima teria empurrado o réu e tentado jogar um copo dele, o que é uma contradição, por si só", argumenta.

Matéria por: G1
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