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A favor da flexibilização - Tatiana Munhoz

Publicado em:
31 de maio de 2020 18:00:31
A favor da flexibilização - Tatiana Munhoz
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Não é o mais forte ou o mais inteligente que irá sobreviver, mas aqueles que melhor administrarem as mudanças”, Leon C. Megginson.

Manter-se maduro nos dias atuais, complexos e interconectados, reivindica mais do que uma qualificação profissional, um status financeiro ou uma posição privilegiada. Requer sensibilidade para entender os desafios políticos, sociais, educacionais, tecnológicos, de saúde e segurança, entre tantos outros. Mediante todo esse contexto, a humanidade anseia por flexibilidade.

A flexibilidade é bem aceita em qualquer faixa etária da nossa vida. Procura-se desesperadamente pessoas que cultivem a cultura da flexibilização e adaptabilidade em prol de uma sociedade que necessita melhorar suas estratégias de comunicação, para alcançar respostas mais dinâmicas.

Não é de imediato que desenvolvemos essa qualidade ou habilidade. Conflitos internos e externos serão gerados inevitavelmente. Será exigido de nosso cérebro formas de pensar e responder diferentes das convencionais, afastando-se, muitas vezes, da acomodação mental fundamentada em nossas experiências pessoais e de autoconhecimento, já que a flexibilidade é o oposto da estabilidade.

Obter e manter uma mentalidade mais flexível é um pouco complicado. Exige atitudes de submissão e remissão. É avaliar e reavaliar cada informação nova recebida, dispostos a assumir compromissos e enfrentar os desafios recém chegados.

Assim como no mundo fitness, a flexibilidade está relacionada às práticas de alongamento e relaxamento, com o objetivo de oferecer conforto físico, mental e comportamental. Temos que exercitar o ato de distinguir que uma sociedade é mesclada de indivíduos com habilidades de interpretação diferentes, e que, muitas vezes, não assimilam a situação da mesma maneira.   A democracia e a eficiência política só são legítimas quando existe uma configuração entre autoridades, cidadãos e flexibilização. Nos dias de hoje, diria também imparcialidade na mídia.

Presumo que a maioria de nós, cidadãos, já não aturamos mais posicionamentos imaturos, inflexíveis, ideológicos e com narrativas dúbias, que diminuem o compasso do progresso de nossa nação.  Ao ler ou ouvir uma notícia, exercite seu intelecto a estar desguarnecido, predisposto à coerência mais do que às críticas levianas. Lembre-se: políticos dominam habilidades retóricas e estão acostumados a exercer grande influência na mente das pessoas.

Se, no mundo coorporativo, empregadores valorizam funcionários dotados de uma visão flexível e abrangente, que oferecem soluções rápidas e incomuns para problemas inesperados, por que nós, cidadãos e eleitores, não nos autodenominemos responsáveis a fim de promover respostas positivas e inesperadas às mudanças adversas e complexas, ao invés de cooperar com a discórdia entre o mesmo povo?

O mundo muda com o nosso exemplo e não com a nossa opinião. Não podemos negligenciar a flexibilidade na vida social e política, ela é a chave e está em nossa jurisdição.

   
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