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A arte duela com o coronavírus

Publicado em:
1 de maio de 2020 21:00:25
A arte duela com o coronavírus
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A arte, em sua generalidade, pode ser desempenhada por muitos, mas, em algumas conjunturas, carece de análise e interpretação, porque poucos artistas conseguem, com suas obras de arte, alcançar cores, tons, expressões, tamanhos e texturas artísticas, e, assim, provocar mais do que impactos visuais.

No tempo atual caótico da saúde pública, política e econômica, Jack Ray, (29) artista londrino, que há 7 anos vive em São Roque, e que, recentemente, perdeu sua avó, vítima do coronavírus, empregou seu dom artístico na criação de uma pintura primorosa, em versão vintage, de um casal em uma situação de afago usando a máscara facial, em alusão ao grande sucesso do cinema “ e o vento levou”.  A mensagem que Jack quer transmitir através da pintura é de que “ o amor não pode parar”.

“Espero deixar um impacto positivo com a minha arte. As mensagens que eu proponho são para espalhar felicidade, consciência e esperança em situações ruins. Meus trabalhos anteriores tiveram laços apegados a acontecimentos políticos, sociais e culturais, mas agora o momento é de reforçar o sentimento indestrutível do amor e da união, relatou.

Desde sua infância foi incentivado pelos pais à prática do desenho. Algo que, com o passar dos anos, tornou-se um hábito diário.   Artista nato e autodidata, não frequentou escolas de arte e se beneficiava de imagens de histórias em quadrinho como modelo de seus desenhos. A arte virou sua paixão. Seu cotidiano, entretanto, é pautado por aprimorar suas habilidades com a aquisição de técnicas e métodos novos de trabalho.

Influenciado por artistas como Vincent Van Gogh e Leonardo Da Vinci, Jack conceitua a pintura de Michelangelo “a criação de Adão” sua favorita, visto que,   pinturas religiosas são fleumáticas e intrigantes. Jack se descreve como um artista versátil, com um público para todas as idades. Seus trabalhos aqui no Brasil incluem pintura em murais para escolas, igrejas, empresas locais e obras comemorativas.

Para a execução de seus projetos, lança mão de uma grande variedade de materiais, como tintas acrílicas, lápis, telas, papéis e uma mesa digital gráfica, instalada no escritório de sua casa. A concepção de novos projetos desabrocha por meio de pesquisas sobre acontecimentos mundiais, com o desígnio de verter positividade. A maioria das peças criadas são complexas e leva muitas horas para ser concluída, chegando até cerca de 20 horas para uma única criação.

Indagado sobre as distinções do suporte artístico na Europa e na América Latina, ele comenta: “Acho que o apoio para artistas é incrível aqui no Brasil! O resultado do público tem sido incrível! A arte é extremamente apreciada aqui no Brasil, mas, infelizmente, na Inglaterra sinto que não é tão apreciada quanto deveria ser. É extremamente difícil encontrar trabalho e ser pago pelo mesmo. Sou totalmente autônomo e não tenho ajuda de nenhuma associação, o que torna o trabalho muito difícil às vezes. A maior parte do meu trabalho pode ser vista no Brasil e na Inglaterra, mas tenho um sonho de viajar pela América do Sul, pintando murais e telas para locais de diversas culturas”.

            Jack transmite um recado para aqueles que visam seguir esse segmento do mercado: “A todos que querem começar uma carreira na arte, eu  dou total incentivo.  A arte me deu muitas coisas boas em minha vida e nunca vou perder minha paixão pela mesma. Abra sua mente e seja o mais criativo possível,  deixe que seus sentimentos e emoções sejam conhecidos e não tenha vergonha de expressar seus sentimentos e crenças”.

Se você deseja conhecer mais o trabalho do artista Jack Ray, siga-o no instagram: @thepoisonpencil, facebook: @thepoisonpencil ou entre em contato através do telefone: 11 98903 2893.

Fonte: Tatiana Munhoz
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