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50% das famílias do Sudeste declaram estar participando mais da educação dos estudantes durante a quarentena

Publicado em:
30 de novembro de 2020 às 21:01:47
50% das famílias do Sudeste declaram estar participando mais da educação dos estudantes durante a quarentena
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[caption id="attachment_24018" align="aligncenter" width="512"] Estudante em aula EAD (Imagem: Divulgação)[/caption]

Pesquisa Datafolha, encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures, aponta que no Sudeste 50% das famílias estão participando mais da educação dos estudantes durante a quarentena. A relação da família com a escola é priorizada no combate ao abandono escolar, que é temida por 30% dos responsáveis pelos estudantes desta região.

“Famílias estão acompanhando mais de perto o ensino para seus filhos e valorizando o papel central do professor. São transformações que vêm para dar mais força a iniciativas de valorização da profissão docente, assim como da parceria família-escola”, explica a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.

O levantamento aponta que, no Brasil, 71% dos responsáveis pelos estudantes estão valorizando mais o trabalho desenvolvido pelos professores e 94% consideram muito importante que os docentes estejam disponíveis para correção de atividades e esclarecimento de dúvidas durante as aulas não presenciais.

Para as famílias do Sudeste, 59% consideram que as aulas remotas foram eficientes no aprendizado aos estudantes. É menos do que a média nacional, de 64%. Na região, 94% dos entrevistados tiveram acesso ao conteúdo escolar – nove pontos a mais do que a primeira onda da pesquisa, realizada em março. A média nacional é de 92%.

Por outro lado, o mapeamento mostrou os principais desafios que devem ser enfrentados de agora em diante. Os estudantes do Sudeste estão menos motivados para realizar as atividades em casa. Em maio, 47% se sentiam desmotivados, agora são 60%.

A percepção das dificuldades de estabelecer uma rotina de aprendizagem em casa passou de 60% para 71%. Também para 31%, o relacionamento em casa piorou após o início das atividades remotas.

Segundo o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, a preocupação dos pais com uma possível desistência da escola pelos estudantes é um alerta para toda a sociedade. “A evasão e o abandono escolar não são um evento pontual, mas algo que terá reflexo sobre o estudante, sobre sua família e sobre a sociedade como um todo, aumentando ainda mais a desigualdade. Toda a sociedade deve estar engajada para evitar que o estudante desista da escola”, diz.

A investigação traz ainda um retrato mais abrangente da pandemia, para além de aspectos diretamente relacionados à educação. O fechamento das escolas tirou refeições importantes para estudantes em situação vulnerável, por exemplo. Para 42% das famílias do Sudeste, a falta de refeição que os estudantes faziam na escola está pesando no orçamento. O índice é o mesmo quando se analisa o dado nacionalmente.

Pesquisa

Essa é a quarta onda da pesquisa Educação Não Presencial na Perspectiva dos Estudantes e suas Famílias. Foram entrevistados 1.021 pais ou responsáveis de 1.553 estudantes das redes públicas municipais e estaduais, com idade entre 6 e 18 anos, no período de 16 de setembro a 2 de outubro.

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