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“O cara ia estuprar ela”, diz motorista de ônibus que salvou mulher

Publicado em:
9 de novembro de 2023 19:37:00
“O cara ia estuprar ela”, diz motorista de ônibus que salvou mulher
Divulgação
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Motorista de ônibus Paulo Silva percebeu que havia um homem ameaçando vítima e desceu do veículo para protegê-la

São Paulo – O motorista de ônibus Paulo Silva, de 64 anos, que salvou uma pedestre que estava sendo ameaçada por um homem com com uma lâmina na Vila das Mercês, zona sul de São Paulo, no último dia 23, diz ao Metrópoles que suspeitou da atitude do rapaz assim que percebeu ele se aproximando por trás.

Segundo o motorista, o homem teria dito à vítima, de 39 anos: “Fica quieta, vagabunda. Senão, eu vou te arrebentar”.

O caso foi registrado no 26º Distrito Policial de São Paulo como tentativa de estupro. Nesta quinta-feira (9/11), Paulo e a vítima foram até a delegacia para fazer o reconhecimento do suspeito.


“É um trajeto que eu faço há 18 anos, estou acostumado. Eu parei no ponto para os passageiros embarcarem e ela já estava subindo a rua bem na minha frente, sozinha. De repente, eu vi um cara seguindo ela, apertando o passo. Do nada, ele agarrou ela, jogou no pé do muro. Ela se assustou e deixou a bolsa cair. Foi bem violento”, diz Paulo ao Metrópoles.

“Quando ela continuou andando com ele agarrado, eu parei para avisar: ‘Moça, sua bolsa caiu’. Eles pegaram a bolsa e continuaram, mas aquilo ali tava muito estranho. Esse cara aí vai estuprar ou sequestrar essa menina. Então, perguntei se ela precisava de ajuda, ela fez com a mão que sim. Aí abri a porta do carro e a gente desceu para salvar ela”, completa ele.

O motorista afirma ter contado com a ajuda dos passageiros do ônibus para resgatar a mulher. Segundo ela, assim que a vítima sinalizou que queria ajuda, pelo menos quatro pessoas desceram do veículo.

“Foram três rapazes comigo mais uma moça. A gente tentou acalmar a moça, levou ela para dentro do ônibus. Ela estava em choque, não conseguia nem falar. Ficou deitada no assoalho um bom tempo”, diz Paulo.

Segundo ele, que faz o trajeto diariamente, o suspeito não era familiar. “Esse cara não deve ser daqui. Ele já ia virando numa rua bem deserta. Aí já viu. A delegada disse que teve um caso bem parecido na região”.


Fonte: Metropoles

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