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É preciso mostrar quem manda em Araçariguama! - por Edison Pires

Publicado em:
6 de maio de 2023 12:30:00
É preciso mostrar quem manda em Araçariguama! - por Edison Pires
Crédito Imagem:

Infelizmente não posso deixar de falar sobre a passagem da romaria de São Roque por nossa cidade e do caos que alguns não romeiros causaram, na noite de domingo, 30. Só vi as imagens e comentários na terça-feira e confesso que fiquei chocado.

Quando mantive as primeiras conversas com o jornalista André Boccato definindo como seria minha coluna semanal, entre as muitas coisas que ele me mostrou naquele magnífico acervo das edições do jornal GAZETA de Araçariguama, vi fotos de problemas ocorridos com romarias logo após o período da emancipação. Imagens de total desrespeito por parte de algumas pessoas que “invadiam” a cidade e tomavam conta dela fazendo o que bem queriam. Me lembro de uma foto de quatro cavalos amarrados no meio da praça central e mais uns quarenta ou cinquenta no seu entorno. Deve ter sido intimidador para a população!

Assistindo as filmagens feitas no Bairro Cruz das Almas neste domingo, onde parece que saiu até tiro, viajei no tempo. A realidade que conheci apenas em fotos, acabei comprovando em imagens animadas e com som décadas depois. E a minha indignação não foi diferente.

Pelos comentários deu para perceber que esse evento é e sempre foi sinônimo de problemas para a cidade em maior ou menor escala. Parece que ano a ano os problemas se repetem. Porém, desde que aqui cheguei, não vi coisa parecida, nada alcançou a proporção deste ano.

Acredito que as autoridades responsáveis pela cidade e pela segurança dos cidadãos, subestimaram os problemas que poderiam ocorrer, uma vez que dezenas de pessoas ao comentarem os ocorridos, se indignavam com a ausência da polícia ou outro tipo de autoridade para colocar a casa em ordem. Não quero acusar ninguém, mas foi uma falha gravíssima e que, além de colocar em risco os cidadãos de bem, também colocou em risco a integridade física dos profissionais que atuaram para tentar organizar a bagunça. Um número insignificante de homens e mulheres escalados para enfrentar centenas de pessoas desrespeitosas, bêbados e violentos.

Ouvi o relato de um morador dizendo que apenas uma funcionária pública, ele até citou seu nome, tentava liberar a rua que estava totalmente tomada por carros, pessoas e animais. Ela se arriscou sozinha no meio da confusão, na tentativa de cumprir seu trabalho. Que irresponsabilidade deixar que isso ocorresse! Uma contra “um milhão”! Absurdo sem tamanho, provando que faltou organização, planejamento e bom senso.

Quem organizou todo o esquema de segurança se equivocou ao menosprezar o potencial de destruição desses cavaleiros que não são romeiros, mas, sim, arruaceiros.
Esqueceu que eles é que são o problema.

Me mostraram alguns registros gravados ao longo do dia, onde representantes de nossas forças de segurança aparecem cumprimentando romeiros, criancinhas, mulheres e senhoras, na tentativa de mostrar que tudo estava sob controle. Até poderia estar mesmo, acredito nisso. Mas e depois? Para onde foram esses agentes, justamente no momento em que mais precisavam estar presentes?

Se estavam em outras ocorrências, isso mostra que a coisa não foi tão tranquila assim ou que, realmente, o contingente foi subestimado para uma missão tão árdua.

Na verdade, não tem desculpa ou justificativa que conserte o que aconteceu. E, tomar providências depois que a confusão já estava armada e ocorrendo há horas, mostra que houve uma certa demora e que faltou sincronia.

Me desculpem a sinceridade, mas as imagens, os fatos e a indignação dos moradores não deixam dúvidas de que ocorreram falhas terríveis, as quais precisam ser sanadas nos próximos anos. Precisa ficar muito claro quem é que manda em nossa cidade!

Tio Borba sempre me falava: “Em determinados assuntos, o melhor é errar para mais do que para menos”. E esse era um assunto onde os responsáveis deveriam ter errado para mais, colocando mais homens na rua, mais policiais, mais energia.

Encerrando, quero aqui deixar meus Parabéns aos bravos que enfrentaram o problema de frente, mesmo que sozinhos – a exemplo daquela moça -, deixando uma grande lição a ser seguida!

Edison Pires

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